A primeira transmissão radiofônica do Brasil acontece em 7 de setembro de 1922 durante as comemorações do centenário da Independência, com um discurso do então presidente Epitácio Pessoa. Na seqüência, os oitenta aparelhos de rádio, distribuídos pela cidade, transmitem conferências e concertos. Ao final da comemoração, a rádio sai do ar e reaparece um ano depois com a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, inaugurada por Roquette Pinto e Henry Morize. Com programas educativos e culturais, a emissora influencia várias outras, que aparecem no país ainda na década de 20. Todas sustentadas por associados, já que naquela época a legislação proibia a publicidade.
Na década de 30, o governo Getúlio Vargas permite a veiculação de anúncios pagos no rádio. Era o começo de uma nova fase em que a rádio vai abandonando seu perfil elitista para firmar-se como um meio popular de comunicação. As programações diversificam-se e atraem o interesse do público.
Nos anos 30, locutores paulistas usam o rádio também como instrumento para conseguir adesão popular a Revolução Constitucionalista de 1932. Getúlio Vargas institui na Rádio Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, o programa a Voz do Brasil, transmitido até hoje.
Nos anos 40 surgem os grandes programas de música popular e com eles, os ídolos como Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Vicente Celestino, entre outros. A Rádio Nacional lança a primeira radionovela “Em busca da felicidade” e em plena Segunda Guerra Mundial a mesma rádio lança o Repórter Esso que inaugura o radiojornalismo brasileiro. As técnicas introduzidas por ele, frases curtas e objetivas, agilidade e seleção cuidadosa das notícias são empregadas até hoje na maioria dos jornais falados.
Na década de 50, o rádio difundiu as transmissões esportivas, como a Copa de 58, em que o povo torceu pelo Brasil através do rádio.
Com a popularização da televisão, o rádio passa por um período de reestruturação, e as emissoras passam a dar maior espaço ao radiojornalismo. Na década de 90, surge a CBN, primeira rádio que traz notícias 24 horas por dia. Nesta mesma década, é feita uma pesquisa pelo IBGE indicando que o percentual de domicílios brasileiros com aparelhos de rádio chega a incrível marca de 90,3%, mostrando que o rádio é um dos mais poderosos meios de comunicação no Brasil.
Recentemente, na era da Internet, começam a surgir algumas rádios virtuais e iniciam-se as primeiras transmissões de rádio no sistema digital, tecnologia que está apenas começando, já que sabemos que o rádio ainda tem um longo caminho pela frente.